Maria Dulce era uma das caras mais queridas do público português e espanhol.
A atriz deu os primeiros passos na representação no início dos anos 50, num filme de António Lopes Ribeiro. O papel da jovem D. Maria de Noronha, em ”Frei Luís de Sousa”, foi a estreia desta actriz, que na altura contava com apenas 14 anos. Durante 10 anos, a atriz fez parte do elenco de diversas séries e filmes espanhóis.
Foi ao longo de 60 anos que a atriz concedeu-nos o ar da sua graça com uma carreira sólida no teatro, cinema e televisão, onde ganhou notoriedade do público em geral.
Tinha 73 anos quando nos deixou.
Restam-nos as memórias. Até sempre, Maria Dulce.
José Armando Tavares de Morais e Castro tinha uma licenciatura em Direito, mas era nos palcos que se sentia inteiro.
Actor e encenador, fundou o Grupo 4 no Teatro Aberto, com Irene Cruz, Rui Mendes e João Lourenço, em 1967. O seu legado é notável. Entre muitos ofícios, era Dirigente da Casa do Artista, Presidente da Mesa da Assembleia Geral da Cooperativa de Gestão dos Direitos dos Artistas e do Sindicato dos Trabalhadores do Espectáculo. Estreou-se profissionalmente no Teatro Gerilfalto em A Ilha do Tesouro e, anos mais tarde, na televisão com a adaptação da peça O Rei Veado, de Carlo Gozzi.
Passou pelo Teatro Moderno de Lisboa, pela Companhia Teatral do Chiado e pela Companhia de Teatro de Almada, onde ganhou uma Menção Honrosa da Crítica, ao interpretar O Fazedor de Teatro, de Thomas Bernhard.
Representou Brecht, Boris Vian, Samuel Beckett, Dostoievski, Peter Weiss ou Peter Handke. Integrou o elenco de diversas séries e telenovelas, mas foi em As Lições do Tonecas (1996-1998) que adquiriu a notoriedade do público em geral.
Fica depois das palavras. Até sempre Morais e Castro!
MCN