Tinha 55 anos, foi ator, encenador e chave essencial no processo de cativar os jovens para o Teatro. António Feio faleceu a noite passada no Hospital da Luz em Lisboa, onde estava internado desde terça-feira, devido a cancro no pâncreas, doença que enfrentava há um ano.
“O teatro português perde um dos seus atores mais versáteis e também um encenador muito experiente e inspirado e com um talento especialíssimo para a comédia. Uma comédia moderna, ágil, de costumes, muito virada também para o nonsense (disparate), para o jogo com a linguagem do quotidiano, coisa que aconteceu muito com a ‘Conversa da Treta’ (na qual António Feio fez dupla com o ator e amigo José Pedro Gomes)”, afirmou José Jorge Letria.
in Expresso
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O MITO já saiu à rua. Fomos saber o que os oeirenses pensam do teatro e da aproximação.
Várias reacções, uma só conclusão.
De 3 a 11 de Setembro, na Fundição de Oeiras…nós somos reais!
Entra no MITO.
Aproxima-te!
ONNI – Objecto Náutico Não Identificado é uma comédia que gira em torno da história da descoberta do Brasil pelos portugueses. Tenta dar a perspectiva dos índios, algo difícil já que os registos são quase todos europeus.
O processo de trabalho baseia-se em jogos de improvisação sobre os factos históricos mais relevantes, mostrando-os sob várias perspectivas: de cima para baixo, à volta e de lado.
Na carta que escreveu ao Rei D. Manuel I, Pero Vaz de Caminha diz que na verdade não percebe nada do que os índios dizem, mas que pareciam bastante desapontados depois de terem comido alguns marujos por estes terem um sabor estranho, uma espécie de mistura entre tabaco, sardinhas, vinho do porto e escorbuto.
Uma estreia absoluta no entreMITOS 2010, uma plataforma MITO, com Cíntia Lopes, Maria de Vasconcelos e Valéria Carvalho.
Encenação de John Mowat
Co-produção Companhia de Actores | MITO
Entra no MITO…
Aproxima-te!
Como seria se num dia de Verão bem quente, um Objecto Náutico Não Identificado (ONNI) desse à costa?
E se do ONNI saíssem uns seres brancos, quase translúcidos, cobertos de pêlos e roupas, suando em bica, e afirmando que vinham descobrir este novo território em nome do seu pai, da sua mãe e de uma pomba?
E se por detrás deles saísse gente feita de chocolate, capaz de transportar um embondeiro às costas, obrigados a fazer tudo o que os translúcidos ordenassem?
Índios – Vixe Maria! Danou-se!*
*(Isto trata-se obviamente de uma gralha visto não termos dado início ao período da evangelização)
e.g. \"entreMITOs 2010 \"ONNI – Objecto Naútico Não Identificado | ensaio\" on YouTube\"
No final da primeira edição, em 2009, o conceito MITO, pela dimensão que ganhou, teve de ser repensado, ampliado. António Terra, director da Companhia de Actores e autor deste projecto, ambicionou de forma exequível tornar o MITO numa marca nacional e internacionalmente reconhecida, sempre com vista ao intercâmbio entre Portugal e Brasil. Uma plataforma artística e cultural que continuasse activa ao longo do ano, promovendo a marca MITO e apoiando a criação de produtos transdisciplinares. Nascia o entreMITOS.
Em 2010, a Fundição de Oeiras recebe de 3 e 11 de Setembro a programação do entreMITOS – uma plataforma MITO. A programação e organização da Mostra, a cargo da Companhia de Actores, inclui espectáculos, conversas, bolsas de criação artística, estágios sociais e workshops, num intercâmbio cultural entre Portugal e Brasil.
“Aproxima-te”, é o conceito para esta edição.
“O conceito de aproximação surge numa perspectiva de troca e união, onde todos os intervenientes ficam mais enriquecidos em termos humanos, culturais, artísticos e de linguagem” explica António Terra. Acrescenta que a essência do conceito é também uma aproximação com vista à formação, numa perspectiva de responsabilidade social que tanto tem caracterizado o trabalho da Companhia de Actores. Aqui reside a grande novidade do entreMITOS: o lançamento do MITO Social.
Saiba mais sobre esta nova vertente MITO em breve.
APROXIMA-TE!
O espectáculo Chovem Amores na Rua do Matador, do Trigo Limpo teatro ACERT, contou com a audiodescritora Graciella Pozzobon. A audiodescrição permite ao invisual ter informação sobre as movimentações cénicas. Algo como uma simples expressão facial ou a cor da roupa do actor passa a ser descrito. Apesar de no Brasil esta prática estar em plena expansão, não só no teatro como também no cinema, em Portugal foi uma estreia. A organização do MITO pretende fazer da audiodescrição uma presença assídua.
AM
A organização do MITO encontra-se no final da pós-produção deste evento que se desenrolou durante 11 dias, contou com 42 espectáculos em 9 auditórios e 13 em espaços abertos. No MITO Paralelo foram dados 7 workshops e realizadas 5 mesas redondas de conversa e troca de experiências.
Mas o mais importante é o público, sem si o MITO seria outro. Mais de 10.600 espectadores, 950 chamadas atendidas diariamente, numa Mostra que esteve sempre esgotada.
Para nós foi um desafio, obrigado por fazer parte deste MITO.
Saudações Artísticas!
AM
Números MITO
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O PÚBLICO |
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7.499 espectadores em 09 espaços fechados |
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Aproximadamente 3.250 espectadores em 13 apresentações distribuídas por 04 espaços abertos |
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INTERNET |
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Mais de 16.000 visitas ao site num mês |
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Mais de 50.000 páginas visitadas no site |
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MITO PARALELO |
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07 Workshops estando 06 com o número máximo de vagas atingidas |
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05 mesas redondas que decorreram no Palácio Anjos |
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PROFISSIONAIS |
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175 artistas convidados (nacional e internacional) |
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92 profissionais envolvidos na organização MITO |
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35 técnicos contratados (som, luz e estruturas) |
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38 profissionais de comunicação |
Cintia Lopes é o nome de uma menina igual a tantas outras, não fosse o seu talento para o teatro, especialmente o que envolve o físico. Foi neste contexto, que esta aluna do projecto AMPLIARTE – cultura e intervenção social, da Companhia de Actores, integrou o elenco do espectáculo Sonhos de Einstein do grupo Intrépida Trupe, no MITO. O seu bom desempenho valeu-lhe o convite de estágio, nesta mesma companhia, na cidade do Rio de Janeiro, no Brasil. Cintia vai desenvolver um trabalho específico junto da Intrépida Trupe e ainda ter oportunidade de fazer formação na Escola Nacional de Circo brasileira. Se tudo correr como planeado, Cici, como é chamada pelos amigos, atravessa o Atlântico rumo a terras de Vera cruz já em Janeiro, para um estágio de 3 meses.
Assista: http://www.youtube.com/mitooeiras#p/search/0/pKppzTqyqaA
AM
O encontro de vários artistas num mesmo local, só podia levar a mais e mais ideias, mais e mais sinergias, mais amizade.
Foi durante o MITO que actores, encenadores, produtores e directores conversaram entre temas alegres e assuntos mais sérios, comentando a situação cultural de cada país, e as dificuldades que cada companhia sente. Pelo meio foram feitas propostas informais a algumas companhias para integrarem as programações de festivais de teatro portugueses, brasileiros e cabo-verdianos. Oficializados estão já os convites a Júlio Adrião para estar presente no FITEI – Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, a acontecer no Porto, e à Companhia de Actores para integrar a programação do Festival Mindelact em Cabo Verde, no Mindelo.
A todos os que não conseguiram assistir o espectáculo a Descoberta das Américas no MITO, fica agora uma nova oportunidade de rever este belo trabalho de Júlio Adrião no FITEI 2010. Por saber ainda os seleccionados para o Festival de Teatro da Língua Portuguesa – FESTLIP.
AM
Reveja as peças escolhidas:
http://www.youtube.com/companhiadeactores#p/a/u/2/7xzUmeAm7qA
http://www.youtube.com/watch?v=57HqrqicaLs
Esta criação da autoria de Mia Couto e José Eduardo Agualusa, é a segunda etapa do projecto interiores e resultado do desafio lançado aos dois escritores, para criarem um texto inédito para o Trigo Limpo teatro ACERT.
Como eles próprios explicam, mais do que trabalho a feitura deste texto foi puro prazer. E é com esta matéria feita de palavras, com este pretexto, que o Trigo Limpo teatro ACERT constrói a sua 75º produção.
Chovem Amores na Rua do Matador, já passou por variados países em todo o mundo. No MITO apresentaram as suas 50ª e 51ª exibições, no Auditório Municipal Eunice Muñoz.
No primeiro dia de espectáculo, Chovem Amores na Rua do Matador, contou com audiodescrição – recurso de acessibilidade que permite que portadores de deficiência visual criem as imagens da movimentação cénica de filmes, peças de teatro, programas de televisão, exposições e diversos espectáculos artísticos - possibilitando que nesta apresentação, portadores desta deficiência fizessem parte do público.
MCN
Texto: José Eduardo Agualusa e Mia Couto
Interpretação: José Rosa e Sandra Santos
Encenação: Pompeu José
Cenografia: José Tavares e Marta Fernandes da Silva
Música: Cheny Mahuaie, Fran Perez, Lígia Zango, Matchume Zango e Tinoca Zimba
Figurinos: Ruy Malheiro
Desenho de Luz: Luís Viegas
Técnicos: Cajó Viegas e Paulo Neto
Assistência: Gil Rodrigues
Bonecas: Luís Pacheco
Carpintaria: Carmosserra
Serralharia: Rui Ribeiro
Fotografia: Carlos Teles e Eduardo Araújo

